AMOR,CARENCIA OU DOENÇA? QUAL O LIMITE ENTRE ELES ?

O problema não é chamar de filho ou dar regalias ao bicho, segundo o psiquiatra Alvaro Ancona de Faria, professor da Unifesp.
“O problema é idealizar a relação e projetar no animal um comportamento que não é de sua natureza. Como é mais fácil de controlar, a pessoa acha que é uma relação perfeita e acaba ficando desestimulada de criar outros vínculos sociais.”
Para cães e gatos, serem tratados como crianças também não faz bem. “As necessidades básicas dos animais podem ser esquecidas”, diz Ceres Berger Faraco, veterinária e terapeuta animal.

Em sua clínica, a terapeuta atende famílias com “cachorros-problema”. “São cães agressivos e que não podem conviver em grupo. Eles ficam assim porque são tratados como gente.”
Não custa passar o lembrete de Cesar Ades, professor do Instituto de Psicologia da USP e um dos pioneiros no estudo de comportamento animal no Brasil: apesar de o contato com bichos fazer bem, nunca vai substituir a relação com outras pessoas.
“São coisas diferentes. O cachorro nos dá coisas que o ser humano não dá, e os animais não dão tudo que os humanos dão. Eles nos dão uma alegria canina. Só isso já é culturalmente válido.” 
 Por Juliana Vines FONTE :Folha Online 

Num relacionamento saudável o animal é tratado com carinho e respeito
é um membro da família mas,sem deixar de ser ,um animal!
“Criar animais, além de ser uma terapia para todos os membros da família, ajuda no desenvolvimento emocional e social dos filhos pequenos. Se o relacionamento entre criança e animal é feito de forma saudável, a dupla ganha o dobro em diversão, entretenimento e aprendizado” (Postado por: João Rennato fonte: http://www.revistainterativa.com.br )

cuidados excessivos podem prejudicar os animais

O excesso nunca faz bem. Quando o dono dá muita atenção e mima demais está negando ao animal o direito de manifestar seus desejos e suas emoções, assim como aprender a lidar com suas frustrações e lidar com situações novas. Uma relação saudável é a que permite trocas entre os indivíduos. O maior prejuízo é o bicho se tornar dependente e desenvolver problemas de comportamento, como ansiedade de separação, fobias, timidez,agressividade…
É um equívoco julgar os animais a partir de parâmetros humanos. O maior exagero é projetar no bicho necessidades que não fazem o menor sentido para ele. Por exemplo, mudar a cor dos pêlos, fazer chapinha, passear dentro de carrinho de bebê, usar acessórios desconfortáveis, e por aí vai. Proteger demais, dar atenção o tempo todo, tratar o animal feito gente, não permitir que ele tenha uma identidade são atitudes equivocadas. Bicho não é gente e nunca vai ser. Respeitar o animal, atendendo às reais necessidades dele é a maior demonstração de afeto que se pode dar. Para fazer isso é preciso conhecer a natureza. do bicho.(FONTE:: Entrevista da Dra Rubia Burnier para a Revista In.)


Proteção X Colecionismo
Vale lembrar que nem toda pessoa que mantém muitos animais em casa é um “acumulador” ou “colecionador de animais” – termo mais usual no Brasil 
. Muitas vezes, a casa de quem recolhe alguns poucos animais da rua acaba virando ponto de desova de outros bichos por parte de vizinhos. A grande diferença é basicamente o estado emocional. A pessoa que resgata vários animais, trata, castra e sem empenha na adoção, está colaborando para com a sociedade e deveria receber ajuda para manter abrigos e lares temporários. É uma vocação que deveria ser remunerada pelos Orgãos públicos.
Já o colecionador tem uma obsessão em pegar animais das ruas, muitas vezes, cães e gatos que nem estão precisando de ajuda. Alguns têm donos e estão apenas dando um passeio ao ar livre porque são criados soltos. Embora a devoção do colecionador também salve muitas vidas, os animais, nesse caso, funcionam como uma válvula de escape para problemas emocionais mal-resolvidos. O hábito torna-se um vício como fumar, beber ou se drogar… comer em excesso ou qualquer outra atitude prejudicial à pessoa e aos que estão ao seu redor. Por isso, dependendo do caso, os bichinhos viram vítimas e não exatamente “protegidos” do colecionador.
Num episódio da série exibida no Animal Planet, por exemplo, um homem de meia idade falido, rejeitado pela ex-mulher e filhos, e sem qualquer expectativa de uma vida melhor começa a pegar gatos das ruas até lotar a casa toda. Nos Estados Unidos a lei é rígida com relação a quem mantém muitos bichos. Uma vez denunciado, o homem recebeu auxílio psicológico e sua ex-mulher foi convocada a ajudá-lo – ela até voltou a morar com ele. Resultado: os gatos foram todos levados para uma ONG que tentaria adoção para boa parte deles, mas teria que permitir o sacrifício dos mais doentes ou agressivos. O homem chorou, mas também ficou bastante satisfeito em ter sua família humana de volta porque os gatos, nesse caso em particular, eram apenas uma “fuga” dos problemas que ele não conseguia enfrentar.  (  Fátima Chuecco)


QUAQUER PESSOA,EM QUALQUER MOMENTO DA SUA VIDA PODE SE TORNAR UM HOARDER

Animals hoarder – Acumulador de animais

Hoarding é uma patologia psiquiátrica, que é caracterizada por uma excessiva acumulação e retenção de coisas e/ou animais até eles interferirem no dia a dia, como o cuidado com a casa, saúde, família, trabalho e vida social. Hoarding é, muito freqüentemente, um sintoma de uma doença mental mais grave, como o transtorno obsessivo compulsivo.
O Dr. David Tolin, diretor do Centro de Transtornos da Ansiedade, do Hospital Hartford, define hoarding: “Até agora, hoarding é considerado por muitos pesquisadores como um tipo de transtorno obsessivo compulsivo. Entretanto, para outros cientistas, hoarding também pode ser relatado como:
transtorno do controle do impulso (como comprar compulsivamente); 
depressão; 
ansiedade social;
transtorno bipolar. ” 
Há os acumuladores de coisas e os acumuladores de animais. Os acumuladores de animais , animals hoarders , são pessoas que necessitam de cuidados psiquiátricos, porém ainda não há literatura médica a respeito. Essas pessoas têm dificuldade em tomar decisões racionais e de tomarem conta de si próprios, mesmo em relação ao básico. Também não conseguem lidar com situações que não possam controlar – geralmente a morte de qualquer animal leva a uma forte sensação de angústia. O Dr. Gary Patronek, veterinário americano, diretor do Centro para Animais e Políticas Públicas da Universidade de Tufts e seu grupo chamado “The Hoarding of Animals Research Consortium”, criado em 1997, definiram um acumulador de animais como:
alguém que acumula um grande número de animais sem lhe dar a garantia da cobertura das necessidades básicas (comida, cuidados de saúde e de higiene); 
alguém que não tem a capacidade de entender a deterioração progressiva da saúde e higiene de seus animais, (não reconhece a doença, a morte e a fome) e do meio onde se encontram (superlotação e más condições higiênicas). 
O Dr. Gary Patronek também conduziu uma pesquisa, em 1999, para delinear o perfil do acumulador de animais e, chegou às seguintes conclusões:
76% são mulheres. 
46% têm 60 anos ou mais. 
A maioria é de solteiros e mais da metade vive sozinho. 
Em 69% dos casos, fezes e urina de animais estavam acumuladas nas áreas sociais da casa. Em mais de 25% dos casos, a cama do acumulador estava suja com fezes e urina. 
Animais doentes ou mortos foram descobertos em 80% dos casos relatados, ainda que em 60% dos casos os acumuladores não reconhecessem o problema.

Martha Follain – Formação em Direito,Neurolingüística. Hipnose, regressão, Terapia reikiana – animais e humanos, Terapia floral – animais e humanos, CRT 21524.

SAIBA MAIS : http://www.veterinariosnodiva.com.br/pag40.htm


“São coisas diferentes. O cachorro nos dá coisas que o ser humano não dá, e os animais não dão tudo que os humanos dão. Eles nos dão uma alegria canina. Só isso já é culturalmente válido.” (Cesar Ades)





 *  Todas as imagens foram obtidas na NET(você conhece  fonte? ): Qualquer problema entre em contato com o Blog .

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