VOCÊ SABE DIFERENCIAR REGURGITAÇÃO DE VÔMITO?




Esse é um trecho retirado e adaptado do Blog Cachorro Verde,onde a MV Sylvia Angélico fala sobre o que pode provocar este tipo de indisposição no animal e a diferença entre elas.

(Aconselho a todos a leitura completa do artigo,que pode ser visto aqui.)

Regurgitação

Em primeiro lugar, é preciso diferenciar vômito de regurgitação, uma distinção importante para entender o que está acontecendo. Regurgitação é a “devolução” imediata do alimento. O cão acaba de engolir a comida e ela volta, inteirinha, sem nenhum sinal de digestão. O cão não parece apresentar nenhum desconforto após regurgitar. Pelo contrário. A maioria cheira o alimento expelido e volta a comê-lo com a maior naturalidade, como se nada tivesse acontecido.
A regurgitação é um processo simples e fisiológico que envolve basicamente o esôfago, tubo por onde a comida desliza em direção ao estômago. É um mecanismo de defesa do organismo. O alimento mal mastigado ou engolido às pressas sofre as fortes contrações do esôfago na direção contrária e é sumariamente devolvido. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, regurgitar ocasionalmente não traz problemas para o animal. Não se trata de um processo patológico (doença) e não vem acompanhado por outros sintomas, como diarréia, dor e prostração.
Devolver o alimento pode ocorrer principalmente durante as primeiras semanas de introdução da dieta natural. Nesse período, regurgitar meaty bones ou carne pode até ser didático. Cachorros afobados vão aprender que a comida não desce em grandes nacos e/ou sem mastigar. A regurgitação passa a ser preocupante quando ocorre diariamente, impedindo o cão de se alimentar e levando à perda de peso. Se esse for o caso de seu cão, um médico-veterinário deverá ser consultado para que distúrbios esofagianos, como esofagite e megaesôfago (esôfago flácido, incapaz de conduzir o alimento ao estômago), sejam investigados. Observação: cães com megaesôfago podem receber uma versão pastosa da dieta natural.
Minimizando regurgitações ocasionais
Devolver o alimento de vez em quando não traz problemas aos cães. Mas compreendo que algumas pessoas queiram minimizar essas ocorrências ao máximo. Regurgitações geralmente ocorrem por falta de mastigação ou deglutição de uma grande quantidade de comida rápido demais.



Vômito

Vômito é um processo mais complicado que a regurgitação e em geral merece mais atenção. Vomitar envolve o estômago (e muitas vezes o intestino também), os músculos abdominais, o esôfago e o sistema nervoso central. Horas depois de se alimentar, o cão demonstra não se sentir bem e dá início a um ritual. Fica agitado, andando de um lado para o outro. Procura um cantinho. Começa a salivar, a ter contrações involuntárias na região do abdômen e ânsia de vômito. O cão finalmente expele o alimento digerido ou parcialmente digerido e acompanhado por líquidos estomacais e/ou intestinais, como “espuma”, secreções amareladas ou esverdeadas (bile).

Quando levar o pet que vomita ao veterinário?
Se aconteceu apenas uma vez, isoladamente, e o animal parece estar bem, sem sinais de febre, diarréia ou prostração, não é motivo para preocupação. Mas sempre que um cão ou gato vomitar três ou mais vezes em um dia, ou por dois ou mais dias seguidos, o veterinário deverá ser consultado. Doenças virais e bacterianas de curso agudo podem provocar vômitos consecutivos, o que pode deixar o animal rapidamente desidratado e debilitado. Vômitos contínuos são emergência médica – leve o pet ao veterinário imediatamente.

Vômito isolado
Em geral, o vômito isolado, aquele que não traz prejuízos ao animal e que acontece raramente, geralmente decorre de:
•             mudança brusca na dieta;
•             transtornos emocionais;
•             ingestão de grama, areia, água do mar, insetos, pêlos, etc, ou objetos

Como agir em caso de vômito isolado?
Se o animal estiver bem, disposto, bebendo água, brincando, não é necessário levá-lo ao veterinário. Com algumas medidas, você mesmo pode acalmar o estômago do seu pet.
•             Suspenda a comida. Nessas horas, a maioria dos donos faz justamente o oposto: fica tentando oferecer vários tipos de comidinhas diferentes ao pet, para ver se ele come. Não faça isso. O estômago precisa ser poupado para se recuperar do mal estar. Você não levaria um cão que torceu a pata para correr no parque, não é mesmo? Ele precisa repousar. Com o estômago é a mesma coisa. A melhor maneira de acalmar o estômago é promovendo um jejum de 12 a 24 horas. Não se preocupe: o jejum não fará mal algum ao seu cão. Ele não emagrecerá e não ficará debilitado. Na natureza os lobos jejuam entre as caçadas e acredita-se que isso fortaleça seu organismo. Se ele ficar atrás de você pedindo comida, convide-o para brincar ou escove-o.
•             Maneire na quantidade de água oferecida. Vomitar dá sede, mas beber um monte de água de uma vez deixará o estômago ainda mais mareado e o pet poderá vomitar toda a água. O melhor a fazer é oferecer pequenas quantidades de água a cada 20-30 minutos. Uma colher de sopa de água ou um cubo de gelo por vez, para ele ir lambendo, são boas opções. É importante que ele ingira água, para se manter hidratado.
•             Após jejum de no mínimo 12 horas, ofereça uma refeição leve dividida em várias pequenas porções ao longo do dia. Uma opção consagrada é a canja de frango feita com arroz branco cozido bem molinho, em papa, um pouco de peito de frango cozido, um fio de azeite (ou outro óleo vegetal) e um pouco de cenoura bem cozida (opcional). Essa dieta pode ser mantida por um ou dois dias.
               
Vômitos ocasionais, porém regulares
Alguns pets apresentam um episódio de vômito por semana, por quinzena ou mesmo por mês, regularmente. Em geral, aparentam estar bem e não apresentam outros sintomas. Casos assim merecem ser investigados junto ao médico-veterinário e na grande maioria das vezes têm solução. Veja abaixo as principais hipóteses para esse tipo de vômito. Procure descartar as possibilidades nessa ordem, que é do contratempo mais fácil ao mais complicado de se resolver.

Introdução brusca da Alimentação Natural
Novas dietas precisam ser introduzidas gradativamente.  
Leia sobre a introdução cuidadosa da Alimentação Natural,  para cão ou para gato.
Abrasividade
A Alimentação Natural, com seus meaty bones, peixes inteiros, etc, é uma dieta relativamente abrasiva. Isso é bom porque imita a dieta ancestral dos canídeos e felinos selvagens e ajuda manter os dentes limpos e as mandíbulas fortes, já que os pets precisam mastigar essas peças. Entretanto, o estômago mais sensível de alguns cães e gatos pode estranhar os ossos.
OUTROS MOTIVOS
Dieta não balanceada (visite :http://www.cachorroverde.com.br/ )
Emocional: alguns pets vomitam porque estão estressados.
Corpo estranho: (ingestão de objetos,caroços,ossos…que pode estar retido no organismo)
Gastrite crônica: exames como endoscopia e biópsia investigam a mucosa do estômago e do duodeno. O pet pode sofrer de gastrite/enterite e/ou infecção estomacal, como helicobacteriose (condição causada pela bactéria helicobacter, que pode atacar o estômago – e que, diga-se de passagem – não é transmitida pela ingestão de carnes cruas).
Ingestão de alimentos tóxicos: batatas cruas, abacate, linhaça crua, sementes de maçã. Clique aqui para ver uma lista completa de alimentos que podem intoxicar cães e gatos e entenda porquê essas comidas fazem mal.
Administração de certos medicamentos: fármacos como aspirina, fenilbutazona, ibuprofeno, diclofenaco potássico e sódico (“cataflam” e “voltaren”), indometacina, naproxeno, piroxicam, meloxicam, flunixina meglumina, carprofeno, etodolaco e corticóides como dexametasona podem provocar distúrbios gástricos nos pets, dependendo da dosagem, do tempo de uso e da sensibilidade do animal. Alguns são mais prejudiciais para cães, outros para gatos. Na dúvida, consulte o veterinário.
Doenças: enfermidades como câncer (de estômago ou em qualquer parte do corpo), doenças renais, hepáticas, intestinais, neurológicas e pancreáticas, quadros de dor, podem fazer o pet vomitar regularmente. Um minucioso check-up com exames laboratoriais e de imagem ajudará a descobrir a causa.


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