SÍNDROME DA HIPERESTESIA FELINA

img:http://www.diariolaprimeraperu.com 

O texto a seguir foi retirado na sua integra do Blog Pet Mascots

O QUE É HIPERESTESIA FELINA?

Quem conhece gatos sabe que eles podem agir de modo peculiar ou meio “maluquinho”. Às vezes vêem coisas que não estão lá, começam a correr loucamente por nenhuma razão aparente e podem ir de anjos a demônios em um piscar de olhos.
Essas atitudes numa forma exagerada são componentes de uma síndrome conhecida como Hiperestesia Felina. Gatos afetados por essa síndrome demonstram as mais bizarras mudanças de comportamento, parecendo estar alucinando, agindo de forma maníaca, esquizofrênica ou até como se tivessem sido “possuídos”. A autora Pam-Johnson Bennett descreve em seu livro Psycho Kitty? um caso extremo de hiperestesia em que o animal na maior parte do tempo era super dócil, mas quando tinha os ataques, a agressividade era tamanha que nem permitia que sua dona entrasse na própria casa.
SINAIS CLÍNICOS
– Ataques repentinos de hiperatividade ou comportamento agressivo;
– Lambidas obsessivas pelos flancos ou cauda (possivelmente levando à perda de pêlos);
– Cauda a chicotear, fixação pela cauda, perseguir a cauda ou ataques viciosos à cauda;
– Pupilas dilatadas ou olhar estranho;
– Retesamento da pele do dorso (às vezes a doença é referida como “Rolling Skin Desease”);
– Aparentes alucinações – como perseguir coisas que não existem ou fugir de adversários que também não estão lá;
– Vocalização, choro, miados altos;
– Extrema sensibilidade ao toque (hiperestesia) ao longo do dorso;
– Repentinas mudanças de humor, variando de muito dócil a extremamente agressivo;
– Todos ou qualquer dos sinais acima progredindo para convulsões;
– Ataques ocorrendo constantemente, todos os dias.
POSSÍVEIS CAUSAS
A síndrome tende a se manifestar pela primeira vez em gatos adultos. Ninguém realmente sabe quais são as causas, mas existem algumas possibilidades:
– Como alguns gatos desenvolvem, durante ou após os ataques, convulsões, é possível que a condição apareça como resultado de aberrações da atividade elétrica nas áreas do cérebro que controlam as emoções, a auto-limpeza ou comportamento predatório. Para fundamentar essa explicação, alguns gatos afetados respondem a terapias anti-convulsivas (anti-epilépticas).
– A doença pode também ser uma forma do transtornoobsessivo-compulsivo. A natureza aparentemente compulsiva dos comportamentos apresentados e a resposta positiva a medicamentos que tratam transtornos obsessivos dão suporte a esta explicação.
– Uma tendência herdada para comportamentos maníacos precipitados pelo estresse. Certas raças, as orientais principalmente (siamês, birmanês,do Himalaia e da Abissínia) , são mais suscetíveis à síndrome e a sua manifestação parece estar ligada ao estresse.
– Alguns gatos afetados foram diagnosticados com lesões patológicas nos músculos ao longo do dorso. Supõe-se que as lesões possam causar irritação local, sensibilidade alterada e/ou dor.
DIAGNÓSTICO
Não existe um teste definitivo que confirme a síndrome. Se o caso clínico bate com as descrições feitas acima, o diagnóstico é confirmado pela exclusão de possíveis causas médicas e por uma resposta positiva ao tratamento da síndrome. Para isso, o seu veterinário deve obter um cuidadoso histórico comportamental do seu gato, fazer um exame físico completo, pedir um exame de sangue completo e o nível hormonal da tireóide (T4). Sintomas clínicos que podem ser confundidos com a hiperestesia incluem o hipertireoidismo(hiperatividade da glândula tireóide), traumas e infecções cerebrais, tumores no cérebro, alguns tipos de envenenamento, grave infestação de parasitas na pele, deficiências nutricionais e alergia severa.
TRATAMENTO
Melhore o ambiente em que o gato vive para minimizar o estresse (estresse pode ser – provavelmente é – um fator em cada expressão da síndrome). Recomendações incluem:
– Promova exercícios diários para o gato através de brincadeiras utilizando a grande variedade de brinquedos que existem no mercado para os bichanos, assim como simular situações de caça, o que aumenta a autoconfiança do gato e libera endorfinas, fazendo-o se sentir bem.
– Não se esqueça de alimentar o seu gatinho e estabeleça horários.
– Considere arranjar outro gato para fazer companhia e brincarem juntos.
– Faça a vida ser interessante para o seu gato! Passe mais tempo com ele e faça o ambiente em que ele vive o seu playground. Gatos gostam de subir em lugares altos, então providencie locais altos para ele se “empoleirar” ou compre “arvores de escalada” posicionadas estrategicamente para ele ter uma boa visão do mundo, mas certifique-se de que eles estarão seguros.
TERAPIAS ANTI-OBSESSIVAS E ANTI-DEPRESSIVAS
As drogas desse tipo de tratamento elevam os níveis de Serotonina . No cérebro, essa substância estabiliza o humor e tem efeitos anti-obsessivos e que controlam a agressividade. Essas drogas demoram um pouco para fazer efeito. Geralmente não se tem resultados nas primeiras 3 semanas. Depois disso, os donos podem perceber uma redução de 50% na incidência e severidade nos ataques da síndrome. A cura completa é rara e a maioria precisa se submeter a um longo à medicação para suprimir a síndrome. Mas isso não é um problema, pois as doses empregadas são pequenas, não saindo caro, e complicações médicas são raras. Mesmo assim, o gato deverá passar por check-ups, incluindo um hemograma apropriado, pelo menos uma vez por ano.
TERAPIA ANTI-CONVULSIVA
Quando o tratamento acima é ineficaz, anti-convulsivos podem ser testados. É possível combinar os tratamentos, se necessário.
*Obs : Tratamentos alternativos como Florais,Acupuntura não devem ser descartados.
Consulte sempre o veterinário da sua confiança

 

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GATO MAL HUMORADO -SERÁ ?

Ao pesquisar sobre gatos mal humorados descobri lendo os textos a seguir (que traduzi e adaptei para vocês), que devemos estar muito atentos a este importante alerta que eles nos dão. Vejam porque…

Introdução:

Eu tive vários gatos, e pelo que tenho observado pela convivência com eles, se o meu gato está com raiva de mim, há sempre uma razão. E a razão geralmente sou eu. Por fazer algo que desagradou ou incomodou o gato. Pode ser acariciando-o quando o gato quer ser deixado sozinho (As vezes tudo o que ele precisa é um pouco de espaço). Por ser deixado muito tempo só ficando estressado com minha ausência. Uma coisa eu sei com certeza: os gatos não vão ficar com raiva só porque eles são temperamentais e / ou querem causar-lhe problemas. Há sempre uma razão.

Portanto, se eu tiver de dar conselhos sobre como lidar com seu gato quando está com raiva de você, eu diria que encontre a razão e veja o que você pode fazer a respeito. Às vezes é fácil: seu gatinho está incomodado com o seu abraço constante portanto basta deixá-lo sozinho por um tempo e reduzir as sessões de abraços ( eu sei que não é fácil resistir rss). Outras vezes, a situação pode ser mais complicada de corrigir. Ao introduzir um novo gato na casa ele pode se mostrar um tanto agressivo com o novo morador e irritado com a pessoa que trouxe o intruso. Em um caso como este, é preciso ser muito paciente. Pode levar muito tempo para conciliar o velho gato para a nova adição à família. Você pode ter que fazer pequenos agrados para convencer o seu gato que você ainda o ama e ele não está sendo substituídos pelo novo animal de estimação. É preciso ter paciência e amor.Uma coisa que eu não aconselharia é tentar punir o gato, fazer o uso da força e tentando mostrar a eles quem é o chefe da casa .Esse não é o caminho a percorrer. Agressão traz mais agressividade, mais o medo e a confiança quebrada. Não é positivo usar a força. Trata-se de amar o seu animal de estimação e respeitando as suas necessidades.Os proprietários do gato que entendem isso geralmente não têm muitos problemas com que a raiva do seu gato.Publicado por Laura Lond

 As causas psicológicas

 Agressão por cheiro desconhecido- Muitas vezes, após retomar com um gato da clínica depois de procedimentos o outro gato da casa começa a atacar o gato doente. Este é um exemplo comum, e é devido ao fato de que o gato deixado em casa é perturbado pelo cheiro desconhecido do outro gato. Muitas vezes, passando uma toalha perfumada em ambos os gatos resolve o problema.

 Agressão por brincadeiras violentas- Muitas vezes os gatos e gatinhos jovens podem ser julgados como agressivos, enquanto tudo o que eles estão fazendo é brincar. Um gato ou um gatinho que ataca os tornozelos do proprietário está simplesmente agindo por instinto de caça. Em outras palavras, os pés do dono ou tornozelos são no imaginário presas e por isso o gatinho persegue e arranha assim como faz com seus outros brinquedos. Um bom truque é  lançar um brinquedo para o gato a fim de redirecionar sua atenção.

 “Intolerância a ser um animal de estimação”- Alguns gatos de estimação vão tolerar por alguns minutos seus carinhos toques e apertos. Quando cansar ele pode ter uma atitude agressiva. Neste caso, é muito importante antecipar o seu comportamento através da leitura dos sinais físicos que sugerem que está prestes a atacar. Imediatamente coloque-o no chão e deixe-o relaxar.

 Agressão devido a maternidade- Sua doce gata pode se transformar em uma leoa, uma vez que ela tenha tido gatinhos. A agressividade da nova mamãe regride com o crescimento dos gatinhos. Tente mantê-la quieta e evitar distúrbios. Este é apenas um instinto natural para proteger seus bebês.

 Agressão novo gato- É comum o seu gato mais antigo rejeitar a presença de um novo membro. Sempre faça as apresentações lentamente e não force os dois a conviver. Mais cedo ou mais tarde, sem pressão, os dois vão começar a aceitar uns aos outros.

Agressão redirecionada- Esta é uma forma de agressão causada por um gato super estimulado. Isso pode ocorrer quando um gato vê a partir de uma janela outro animal, como outro gato ou um cão e, de repente, ataca o seu dono ou outro animal de estimação. Esses gatos podem ser difíceis de tratar, muitas vezes exigindo que abranja todas as janelas e portas ou colocar o gato em um quarto escuro para se acalmar.

As causas físicas da agressão do gato

 As causas mais constantes de agressão física por gatos é a dor estas podem ser provocadas por :

 Ferida não visível- Sempre que o seu gato for agressivo sem nenhum motivo aparente, é fundamental uma visita ao veterinário. Algum lugar deve estar dolorido e o gato pode arranhar ou morder se manuseados incorretamente. A fonte de dor, portanto, deve ser investigada. Muitas vezes há ferida aberta ou um abscesso não visível sob a pele.

 Condições crônicas- Condições crônicas, como artrite, doenças dentárias ou má visão podem ser a  causa  para um gato se tornar mal-humorado e evitar ser tocado. Atenção especial nesses casos para os gatos idosos.

 Hipertireoidismo- Os gatos afetados por esta desordem podem apresentar mudanças de comportamento junto com muita sede, aumento da frequência urinária, perda de peso, vômito e diarréia. As alterações de comportamento podem consistir de agressividade, nervosismo e hiperatividade.

Doença de pele *(Hiperestesia)- A área do gato que frequentemente é afetada é a coluna vertebral e a cauda. Por vezes, sua obsessão pode chegar ao ponto da automutilação. Outros sinais físicos incluem rabo chicoteando e a pele se contraindo ou ondulação. Muitas vezes, o gato vai apresentar súbitas explosões de atividade e isso pode se transformar em comportamento agressivo. O gato pode atacar outros animais de estimação em casa ou até mesmo exibir agressão aos membros da família humana. O gato pode parecer perfeitamente bem e, então, reagir de forma agressiva como se um interruptor fosse ligado.  Além dos comportamentos mencionados, outros sinais podem incluir pupilas dilatadas, morder a cauda e um aumento na vocalização.

 Os gatos  mais sujeitos são geralmente aqueles que vivem em ambientes estressantes .

*( Hiperestesia é um distúrbio neurológico que se dá ao excesso de sensibilidade de um sentido ou órgão a qualquer estímulo.)

 Raiva- Se você encontrar um gato de rua que é agressivo, fique longe, pois pode estar com Raiva. Procure ajuda de gente especializada.

 Como vimos, pode haver um grande número fatores que podem deixar seu bichano mal humorado,e com razão.

A melhor coisa a fazer é procurar um médico veterinário para descartar todas as possíveis causas físicas, e depois lidar com as questões comportamentais.

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ENTENDENDO O SEU FILHOTE

Este é um texto retirado na íntegra do site Blacklab, ele se refere a filhotes de Labrador,mas sem dúvida qualquer filhote poderia ter escrito isso. Então se você quer ou já tem um bebe canino, leia este texto com atenção e muito carinho.

SOU UM BEBE LABRADOR

“Eu sou seu Filhote de Labrador, e eu o amarei até o fim da Terra, mas por favor saiba alguns coisas sobre mim.Eu sou um Filhote de labrador, isto significa que minha inteligência e capacidade para aprender é igual a capacidade de uma criança de oito meses.Eu sou um Filhote de Labrador, eu mastigarei TUDO que esteja ao alcance de meus dentes. Isto é como eu exploro e aprendo sobre o mundo.Até mesmo crianças HUMANAS colocam coisas nas bocas deles. É só até você me ensinar  o que é para mim mastigar e o que não é.Eu sou um Filhote de Labrador,  eu não posso segurar minha bexiga mais do que 1 – 2 horas. Eu não posso sentir que eu preciso ir ao banheiro. Eu não posso lhe dizer que eu preciso ir ao banheiro, e eu não posso ter o controle de minha bexiga, e intestino, antes de 6 ou 9 meses. Não me castigue se você não me deixou sair durante 3 horas e eu deixei escapar. É culpa sua. Como um Filhote de Labrador, é sabido por você que eu PRECISO de um  penico depois de Comer, Dormir ou brincar. Se você quiser que eu durma pela noite, então não me dê água depois das 7 ou 8 da noite, uma caixa me ajudará a aprender a dormir dentro de casa mais fácil, e evitará que você fique furioso comigo. Eu sou um Filhote de Labrador, acidentes acontecerão, por favor seja paciente comigo! Com o tempo eu aprenderei.

 Eu sou um Filhote de Labrador, eu gosto de brincar. Eu correrei ao redor de você, e perseguirei os monstros imaginários, perseguirei seus pés e seus dedos do pé e “atacarei” você. É brincadeira, é o que eu faço. Não fique furioso comigo, ou espere que eu esteja tranqüilo, jovial e que durma o dia todo. Se meu nível de energia for muito alto para você, talvez você possa considerar um irmãozinho para mim. Minha brincadeira é infantil, use sua sabedoria para me ensinar a brincar com brinquedos apropriados, nos gostamos de perseguir uma bola, ou brincar de cabo de guerra, ou mastigar brinquedos feitos para mim. Se eu o morder muito duro, fale comigo em “língua de cachorro”, dando um GANIDO alto, eu entenderei a mensagem, e deste modo que nós cachorros se comunicamos um com o outro. Se eu me colocar num canto sozinho, simplesmente lhe ignorar por alguns momentos, ou me pus dentro de minha caixa, e por que estou um pouco cansado.

 Eu sou um Filhote de Labrador, provavelmente você não grite, bata, castigue, de pontapés  em uma criança humana de 6 meses, então por favor não faça isto comigo. Eu sou delicado, e também muito sensível. Se você me tratar asperamente agora, eu crescerei temendo ser espancado, chutado. Ao invés disso, por favor me ensine a ser corajoso e sábio. Por exemplo, se eu estiver mastigando algo errado, diga, “Não mastigue!” e me dá um brinquedo que eu posso mastigar. Melhor ainda, guarde QUALQUER COISA que você não quer que eu mastigue. Eu não posso saber a diferença entre sua meia velha e sua meia nova, ou um tênis velho e seu novo Nike de R$ 200.

 Eu sou um Filhote de Labrador, eu sou uma criatura com sentimentos e sou muito igual a você próprio, mas também por outro lado posso ser muito diferente. Embora eu não seja um humano vestido de cachorro, tão pouco sou um robô insensível que pode obedecer todos seus caprichos imediatamente. Eu quero agradar você verdadeiramente, quero ser uma parte de sua família, e de sua vida. Você me adquiriu (eu espero) porque você quer um companheiro amoroso, assim não me jogue para o quintal quando eu me ficar maior, não me julgue severamente mas ao invés disto me molde com bondade e diretrizes me treinando a ser o companheiro que você quer que eu seja.

 Eu sou um Filhote de Labrador e eu não sou perfeito, e eu sei que você também não é, eu o amo de qualquer maneira. Então por favor, aprenda tudo que você pode sobre adestramento, e comportamento de filhote, me leve de vez em quando ao Veterinário, livros sobre como cuidar de cachorros são úteis, e até pesquisar na internet! Tem um site muito bom www.blacklab.com.br , lá voce pode aprender sobre minha raça, as “características”, isto dará a você compreensão e perspicácia para entender POR QUE eu faço todas as coisas que eu faço. Paciência, ensinamentos,  carinho, são o jeito correto para agir comigo e me socializar com as pessoas.

 Eu sou um Filhote de Labrador e eu o quero mais que qualquer outra coisa amar você, estar com você, lhe servir. Você não levará muito tempo para entender como eu sou!!! Nós somos muito iguais… você e eu, ambos sentimos fome, medo, dor, sede, frio, desconforto, mas ainda nós também somos muito diferentes e temos que trabalhar para entender o idioma de um e do outro, sinais do corpo, desejos e necessidades. Algum dia eu serei um cachorro bonito, esperançosamente um dia você pode estar orgulhoso de mim, que me amará tanto quanto eu o amarei.

 Me ame,

 Seu Filhote de Labrador. “


De : SUMMER STORM KENNEL LABS

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TUMORES DO BAÇO NO CÃO E NO GATO

 

img:dailypainters.com

 

Tumores do Baço

(Este artigo foi retirado na sua integra do site do Hospital Veterinário do Porto)

Introdução

O baço é um órgão do sistema imune localizado no lado esquerdo do abdômen no cão e no gato. Embora não seja um órgão vital (os nossos animais domésticos podem viver sem ele) ele desempenha algumas funções importantes na resposta imunitária.

O baço pode ser origem de vários tipos de neoplasias importantes nos nossos animais, algumas delas relativamente comuns. O diagnóstico destas neoplasias pode ser feito através de palpação abdominal e/ou recorrendo a técnicas de imagiologia como a radiografia e principalmente, a ecografia. Depois de identificada a neoplasia, o diagnóstico definitivo é conseguido mediante citologia ou biópsia após remoção cirúrgica do baço.

 

 

Cão 9 – BAÇO

Diferentes tipos de neoplasias do baço em cães e gatos

-Hemangiossarcoma– Trata-se de um tumor maligno dos vasos sanguíneos comum em cães. Por ter origem  nos vasos sanguíneos, estes tumores sangram facilmente e muitos cães apresentam-se na consulta de urgência com quadros de choque hemorrágico (perdas de sangue abundantes para o abdômen). O tratamento consiste na remoção de baço e administração de quimioterapia adjuvante.

-Linfoma- O linfoma pode surgir no baço na forma de doença disseminada envolvendo também este órgão ou limitar-se a ele. Esta última forma é mais comum em gatos, embora alguns cães possam apresentar linfomas indolentes (crescimento lento) que podem ser curados apenas com cirurgia sem necessidade de recorrer a quimioterapia. Todas as outras formas envolvem tratamento com quimioterapia.

-Mastocitoma- Mais comum em gatos. Tal como o linfoma pode ser diagnosticado por citologia. O tratamento consiste na remoção do baço e quimioterapia após a cirurgia conseguindo-se em alguns casos esperanças de vida de 2 anos.

-Sarcoma histiocítico- Neoplasia altamente maligna. Recentemente, a utilização de um novo medicamento- lomustina- permitiu-nos obter melhor resultados no seu tratamento.

 -Hematoma/esplenomegália/nódulo hiperplasia- Nem sempre um baço aumentado de tamanho é sinônimo de cancro. Hematomas, nódulos benignos de hiperplasia e aumento de tamanho do baço associados a outras doenças (anemia, hemoparasitas) são os principais diagnósticos diferenciais. Para distinguir todos estes achados é importante enquadrar a sintomatologia com os achados ecográficos e, se possível, realizar citologia aspirativa.

Anatomia interna de un gato

 

img:infovisual.info/

Conclusão

Existem várias doenças tumorais no baço. Algumas delas benignas, outras bastante agressivas. Felizmente, mesmo nestes últimos casos, já existem modalidades de tratamento que nos permitem conseguir períodos mais ou menos longos de qualidade de vida para os nossos animais.

 

 sarcoma histocytic hemofagocítica

Delineado é um baço muito grande, mas irregular em um cão. Isto é devido ao sarcoma histiocíticomg:blogs.webmd.com/  

 mastocitoma

 

Delineado -um baço muito grande, mas suave em um gato. Isto é devido a um mastocitoma
img:
blogs.webmd.com/

 
 
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PEQUENOS TIRANOS

Cães que enfrentam seus donos – Pequenos Tiranos

Por: Maíce Costa Carvalho, adestradora
Quando falamos de cães de raças pequenas e minis, é muito comum vermos filhotes e adultos tremendamente dominantes e agressivos.  Estes cães, em muitos casos, costumam atacar e morder seus donos à menor contrariedade. São verdadeiras feras em miniatura que tiranizam toda a família.
Este problema em cães de pequeno porte costuma ser até mais comum do que em cães de raças grandes, ou de consideradas perigosas. Normalmente, os filhotes de raças pequenas são extremamente mimados por seus donos, e têm toda a família paparicando-os. Pra começar, temos a tendência a tratar este filhote como um bebê, pois ele parece um bichinho de pelúcia. E, como este cão jamais ficará muito grande, ele se torna o eterno bebê da casa. Todo ato de indisciplina dele é visto como sem muita importância, ou sem maiores conseqüências – visto que é uma raça pequena, e que, portanto, não causará grande estrago ou problemas para ninguém; que com o tempo ele irá amadurecer e estes pequenos deslizes de indisciplina acabarão. E é aqui que mora o perigo!!!! Muito rapidamente este filhote percebe que sempre acaba conseguindo o que quer. Faz cara de coitadinho, e ninguém agüenta ser firme com ele e dizer NÃO. E é assim que ele aprende a mandar em todos.

 No mundo canino, quando um dos membros da matilha manda nos demais, ele é considerado líder da matilha. Desta forma, vemos este filhote crescer acostumado a se sentir o líder. O problema ocorre quando este filhote começa a virar adulto, espera que todos continuem “obedecendo” às suas vontades. Só que nessas alturas, ninguém mais tem a mesma paciência com o cão mimado, e começa a querer impor limites a ele. E é aqui que ele se vê no direito de mostrar claramente que ele, na condição de líder da matilha, deve ser respeitado e obedecido.
A questão da agressividade se desenvolve paralelamente a essa falta de limite e de disciplina do filhote.Não é raro que filhotes de raças pequenas sejam provocados a agir agressivamente, e quando eles reagem da forma esperada – rosnando e mostrando agressividade – provoca ótimas gargalhadas nos donos, que ainda dizem ingenuamente “olha como ele é bravinho!”. Tais atitudes sempre vêm do fato de se imaginar que não há mal algum em se incentivar a agressividade num cão tão pequeno porque (segundo esta linha de pensamento) ele jamais será um cão agressivo e perigoso, já que é um cão de companhia. O erro já começa aqui: a agressividade não é proporcional ao tamanho do cão. Podemos ter cães minúsculos furiosos, e cães enormes tranquilíssimos.
 
Ora, veja a mesma situação pela visão do cão: ele reage agressivamente, e desperta gargalhadas em seus donos.  Obviamente, este cão só poderá entender que esta agressividade agrada aos donos. Este cão, jamais saberá discernir que esta é uma situação de brincadeira. E se o cão aprende que a agressividade é bem vinda, ele fará uso dela quando achar necessário.
Como este dono nunca trabalhou sua liderança sobre o filhote, não está acostumado a mandar, nem a ser obedecido pelo cão.  Da mesma forma, ele também não tem muita coragem de mudar a forma com que lida com o filhote, pois não agüenta ser muito rígido com o bebê. Por outro lado, temos um cão que é dominante, não tem limites, acredita ser o líder da matilha, e sem a menor dificuldade em “disciplinar” seu dono.  Está pronto o cenário para que a tirania se instale.
 
A coisa toda é muito rápida, e, na maioria das vezes, pega os donos desprevenidos.  Isso porque, por terem o costume de tratar o cãozinho como um bebê, estes donos também esperam que as atitudes do cão sejam próprias de um bebê. Até que um dia, este cão, ao ser contrariado, rosna para o dono mostrando sua insatisfação. Há aqui uma mistura de sentimentos: logicamente a primeira reação é de surpresa e de indignação: “Como que o meu bebezinho rosna para mim??? Eu o trato com o maior amor, e que dou tudo para ele???” Como este dono acredita lidar com um bebê, ele não tem a menor idéia do que fazer frente a este lado agressivo do seu bebezinho que emerge; e, na maioria das vezes, ele cede às vontades do cão frente ao inesperado da cena, e desta forma ele ensina a este cão como obter o que quer.

 Da rosnada para à mordida é um pulo!  Vamos dizer que este cão esteja na hora de ser escovado, e que ele não goste de ser escovado. No momento em que o dono o pega no colo e ele percebe que a escova o espera, ele morde o dono, e este o solta.  Pronto!  Ele acabou de perceber que mordendo seu dono ele escapou do que ele não queria.  Dá pra adivinhar facilmente o que o cão irá fazer na próxima vez que este dono o pegar para escová-lo, ou dar banho, né?
Um grande problema que ocorre nestes casos vem da dificuldade dos donos em identificar a questão como um distúrbio de comportamento.  Na maioria das vezes este dono acredita que este comportamento agressivo é uma fase – como se fosse uma rebeldia adolescente – e que com o tempo passará.  Por conta disso, é muito comum que o dono só peça ajuda quando o cão já é adulto há algum tempo, e este comportamento agressivo já esteja instaurado na relação do cão com as pessoas da casa.  Neste momento é comum que todos tenham medo do cão, que morde qualquer um que não o obedecer.
Como brecar este tipo de comportamento ?

Esta situação está longe de ser irreversível.  E a solução sempre passa pela reestruturação da relação de liderança de forma que o dono possa inverter sua posição hierárquica com o cão, aprendendo a mandar e a ser líder, e ensinando o cão a obedecer.  Para isso, precisamos lidar com o cão como se deveria ter sido feito quando ele era filhote: estabelecer regras, incentivar e recompensar bons comportamentos, reprimir maus comportamentos.  Tudo isso, porém, só terá resultado se tais ensinamentos estiverem de acordo com a linguagem do mundo canino.  Não adianta tratar o filhote como se ele fosse um humano, pois ele não tem o mesmo tipo de compreensão que nós.  Ele tem um tipo de raciocínio e de aprendizagem completamente diferente do humano. Portanto, entender a lógica canina é meio caminho para se educar bem um cão, e se conseguir modificar um mau comportamento.  Portanto, a leitura da matéria “ENTENDENDO A LÓGICA CANINA” é essencial aqui.
Quando a situação é mais grave, é fundamental que se chame um profissional para que ele ajude a família a fazer esta mudança.Porém, com ou sem um profissional ajudando, o que é preciso ficar muito claro nesta estória toda, é que o problema só se resolverá com uma mudança real da forma de lidar com o cão.  Isso quer dizer que o cão não voltará a ser o bebê da casa.  Será uma nova relação, e não uma volta à estrutura de quando ele era filhote.  Pois foi esta maneira errada de lidar com ele que levou toda a situação ao caos.  O que é necessário para todos (humanos e caninos) é ter uma matilha organizada de acordo com os padrões caninos, com um líder a altura deste posto; e não um cãozinho mimado mandando em todos.
Boa Sorte
Maíce Costa Carvalho, adestradora



Click AQUI para Ler mais matérias da adestradora Maíce Costa Carvalho

Fonte: Dog´s Times (http://www.dogtimes.com.br/despota2.htm )

http://www.dogtimes.com.br/despota2.htm

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DIROFILARIOSE OU VERME DO CORAÇÃO

A Dirofilariose, ou o parasita do coração, é uma doença parasitária dos cães, podendo também afetar os gatos. O parasita responsável da dirofilariose é um nematódeo chamado Dirofilaria imitis. É um determinado tipo de mosquitos que transmite ao cão as formas larvares do parasita. Estas migram através da pele e da musculatura, penetram nos vasos sanguíneos e finalmente alojam-se no ventrículo direito, na artéria pulmonar e na veia cava. Dependendo do grau de infestação, os parasitas poderão provocar uma redução considerável da função cardíaca, dificuldades respiratórias e uma tosse crônica.

Onde ocorre a Dirofilariose

Nas regiões costeiras tropicais –praias- onde se apresentam alta prevalência da doença (o que não exclui a possibilidade de casos em áreas distantes do litoral), onde o clima quente e úmido favorece a propagação dos mosquitos.

 

Como se transmite a Dirofilariose?

A transmissão do parasita do coração faz-se através da picada dos mosquitos fêmeas de uma espécie bem definida (principalmente o Culex pipiens). Os mosquitos ingerem as microfilárias (formas larvares imaturas do parasita) ao mesmo tempo que ingerem o sangue do cão. Os cães doentes são o principal reservatório da dirofilariose e permitem a perpetuação da doença. Após cerca de 10 a 15 dias da ingestão das microfilárias pelo mosquito, as microfilárias transformam-se em larvas infectantes, dentro do mosquito. Quando o mosquito picar outro cão, as larvas penetram no corpo do animal. Após a transmissão das larvas de dirofilária ao cão, estas migram até às artérias pulmonares e até ao coração, onde se desenvolverão até ao estado adulto, demorando este processo até cerca de 6 meses.

Quais são os sinais clínicos mais frequentes?

Os sinais clínicos da dirofilariose, consequência das lesões causadas pelo parasita ao nível do coração e dos vasos sanguíneos adjacentes, aparecem vários meses após o cão ter sido picado. As dirofilárias adultas podem medir entre 15 a 35 cm e vivem, principalmente, dentro das artérias pulmonares e do coração do cão. Numa fase precoce da doença, o cão demonstra poucos sinais clínicos. Estes vão evoluindo com o tempo, sendo os principais: a tosse crônica, a diminuição da tolerância ao exercício e a perda de peso. Posteriormente aparecerão a dispnéia (dificuldade em respirar), a febre, podendo desenvolver-se também ascite (líquido na cavidade abdominal). A morte dos parasitas pode levar à ocorrência de tromboses em vários órgãos. Na ausência de tratamento, a dirofilariose pode ser fatal.

Como se pode diagnosticar a dirofilariose?

O diagnóstico pode ser feito de várias formas. Uma é através de um esfregaço de sangue, observado ao microscópio, para tentar detectar a presença de microfilárias. Outra forma, é através da recolha de uma amostra de sangue para detectar a presença de antígenos de parasitas adultos. Este teste só deve ser efetuada cerca de 6 a 7 meses após a infecção.

Como se pode tratar a dirofilariose?

A dirofilariose tem tratamento. Os métodos de tratamento existentes atualmente são prolongados e implicam um acompanhamento frequente e regular por parte do médico-veterinário. São geralmente compostos de injeções e medicações orais.O tratamento não é livre de efeitos secundários. Este serão mais frequentes e severos quanto maior for a infestação. Os efeitos secundários estão muitas vezes associados com os próprios medicamentos e/ou com a morte dos parasitas adultos, que pode levar à formação de tromboses.

Como se pode prevenir a dirofilariose?

A prevenção pode ser feita com comprimidos mensais ou com injeções, que devem ser iniciados com alguma antecedência em relação ao início da época anual de atividade dos mosquitos transmissores da dirofilariose. Estes tratamentos têm como objetivo a eliminação das formas larvares da Dirofilaria transmitidas pelos mosquitos, evitando que estas evoluam para parasitas adultos. Ou seja, estes tratamentos profiláticos não evitam que os mosquitos piquem nos cães.

A coleira Scalibor está indicada para a proteção contra a picada do mosquito transmissor da dirofilariose (Culex pipiens pipiens). A Scalibor contém Deltametrina, um ectoparasiticida extremamente seguro, que para além de proteger os cães dos mosquitos transmissores da dirofilariose, com elevados níveis de eficácia, protege-os também de mais de 95% das picadas dos flebótomos transmissores da Leishmaniose Canina (uma doença grave dos cães e muito frequente no Brasil) e das carraças.

 Fontes pesquisadas:
Texto retirado do Site da Scalibor PT e adaptado para Brasil :
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SACO DE DORMIR PARA PET



Você tem alguma duvida de que ele vai amar?
Como você está vendo no cartaz ele pode ser feito de muitas maneiras,uma que acho bem simples é esta do desenho que segue.(click para ampliar)



O resultado será este,

se quiser  você pode fazer uma vira no tecido  para dar um charme,veja



Outra maneira  é deixar como um saco,terminando na vira sem a aba.



É possível fazer sacos de todos tamanhos,até para nossos grandões



Tem AQUI também um vídeo para você.(click e assista)


Mais sugestões de formas e estilos:




 Este é o meu preferido ,kkkkkkkk




APROVEITANDO O VELHO MOLETOM DE PREFERENCIA DAQUELES  BEM GROSSINHOS
Veja como :





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